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URGENTE: Mendonça pede afastamento de Moraes em meio à crise do caso Master

Pedido ocorre após Moraes enviar a Fachin relatórios da PF com acusações contra Mendonça

Por Redação C
03/09/2026 22:46:42

Imagem:  Victor Piemonte\ Gustavo Moreno

A crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (3). O ministro André Mendonça pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, o afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes.

A informação foi divulgada pela jornalista Natuza Nery, da GloboNews, em meio à troca de acusações entre os dois ministros após novas revelações relacionadas ao caso Banco Master.

O movimento de Mendonça ocorreu depois que Moraes encaminhou a Fachin relatórios de inteligência da Polícia Federal que levantam suspeitas sobre a atuação de Mendonça na condução das operações Compliance Zero, relacionada ao Banco Master, e Sem Desconto, que investiga fraudes envolvendo descontos no INSS.

Segundo Moraes, os documentos apontariam “fortes indícios” de possíveis irregularidades, incluindo abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O ministro determinou o levantamento do sigilo dos relatórios e encaminhou o material ao presidente do STF.

A reação ocorre após Mendonça ter tornado públicos documentos da Polícia Federal relacionados ao caso Master, incluindo mensagens e registros envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes.

Entre os elementos divulgados está um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, pertencente à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Também foram divulgadas informações sobre mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes e registros de contatos entre os dois.

Os documentos, porém, não apresentam eventuais respostas de Moraes às mensagens atribuídas a Vorcaro. Por isso, o conteúdo divulgado, isoladamente, não permite concluir como o ministro teria reagido a determinados pedidos feitos pelo ex-banqueiro.

Outro ponto citado envolve cartões de crédito do Banco Master solicitados para filhos de Moraes, com limites de até R$ 300 mil. O escritório Barci de Moraes confirmou a emissão dos cartões, mas afirmou que eles nunca foram utilizados.

Enquanto as acusações entre os ministros avançam, Fachin adotou uma medida para tentar esclarecer os fatos. O presidente do STF determinou que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre pontos relacionados ao caso no prazo de cinco dias úteis.

Moraes, por sua vez, afirma que relatórios da PF apontam possíveis interferências de Mendonça na condução das investigações e suposto direcionamento de alvos. Entre as alegações está a de que o ministro teria entregue pessoalmente a investigadores uma decisão sem assinatura durante uma diligência relacionada ao caso.

O episódio coloca dois ministros do Supremo no centro de um dos momentos mais delicados envolvendo a Corte e o caso Banco Master. As acusações ainda precisam ser analisadas pelas autoridades competentes, e os envolvidos poderão apresentar suas versões sobre os fatos.

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