A Justiça decretou nesta terça-feira (1º) a prisão temporária por 30 dias dos pais de um bebê de cinco meses levado morto a uma Unidade de Pronto Atendimento no bairro Rio Maina, em Criciúma. A decisão foi tomada durante audiência de custódia.
O casal havia sido preso em flagrante por abandono de incapaz depois que o outro filho, de quatro anos, foi encontrado sozinho dentro de um veículo no estacionamento da UPA. Após a audiência, o menino ficou sob os cuidados da avó materna. O corpo do bebê foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal para exames.
A investigação apura as circunstâncias da morte e considera suspeitas de homicídio e estupro. As hipóteses ainda não foram confirmadas pelas perícias. Segundo a decisão judicial, médicos observaram rigidez no corpo, indicando que a morte poderia ter ocorrido horas antes da chegada à unidade. Também foi constatada uma laceração na região anal.
Os relatos dos pais sobre o que aconteceu antes da morte apresentaram divergências. Eles afirmaram que o bebê teria se engasgado durante a madrugada e que tentaram reanimá-lo. A investigação também deverá verificar a morte de outro filho do casal, ocorrida em 2025, quando a criança tinha sete meses. Na ocasião, o pai relatou que o bebê havia morrido após se engasgar.
Durante os 30 dias de prisão, estão previstas perícias no corpo da criança e na residência da família, além de novos depoimentos. O juiz considerou que a liberdade dos investigados poderia comprometer a coleta de provas e influenciar testemunhas. O pedido de busca e apreensão e de acesso ao celular do pai será analisado pelo juízo competente.
A prisão temporária poderá ser prorrogada ou substituída por prisão preventiva. A decisão não significa condenação, e as circunstâncias da morte ainda estão sob investigação.