
Imagem: Roberto Casimiro
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a suspensão da campanha de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão, e de seu vice, Aroldo Medina.
A decisão foi tomada no domingo (30) e publicada nesta segunda-feira (31). Entre as medidas estão a suspensão da propaganda eleitoral na internet por perfis que não foram informados corretamente à Justiça Eleitoral, além do bloqueio de novos repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
Renan também fica impedido de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação enquanto a determinação estiver em vigor.
Segundo Toffoli, a candidatura informou à Justiça Eleitoral 18 perfis e endereços de redes sociais somente depois do registro da chapa. A legislação eleitoral estabelece regras para a comunicação dessas contas, justamente para permitir a fiscalização da propaganda e o acompanhamento pelas plataformas digitais.
Na decisão, o ministro afirmou ter identificado um perfil ligado
a Renan no Instagram com cerca de 2,4 milhões de seguidores que estaria veiculando propaganda eleitoral. A determinação também proíbe a utilização de novos perfis ou contas de terceiros para divulgar a campanha.
Em caso de descumprimento após a intimação, foi estabelecida multa de R$ 50 mil por cada veiculação de propaganda eleitoral digital e por cada participação em debates.
A campanha de Renan Santos deve apresentar um mandado de segurança para tentar reverter a decisão.
Renan é fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente nacional do partido Missão. Ele disputa pela primeira vez um cargo eletivo e foi escolhido pela legenda para concorrer à Presidência nas eleições de 2026. Aroldo Medina, tenente-coronel da reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul e jornalista, é o candidato a vice.
Até agosto, a campanha havia arrecadado aproximadamente R$ 1,2 milhão por meio de financiamento coletivo eleitoral, com mais de 20 mil doadores.