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PRF é acusada de montar “fábrica de multas” próximo à famílias pediam ajuda

Motoristas com para-brisas destruídos pelo granizo teriam sido autuados enquanto moradores enfrentav

Por Redação D
30/08/2026 11:00:36

Enquanto famílias desesperadas procuravam lonas para proteger suas casas da chuva, uma blitz da Polícia Rodoviária Federal realizada a menos de 300 metros da Defesa Civil de Biguaçu provocou revolta e indignação.

A fiscalização aconteceu na noite deste sábado (29), poucas horas depois de uma violenta tempestade de granizo destruir telhados, quebrar vidros, danificar veículos e deixar inúmeros moradores sem saber como proteger suas residências.

Mais de mil pessoas já haviam passado pela sede da Defesa Civil, no bairro Universitário, em busca de ajuda emergencial. A fila se estendia pela região enquanto servidores e voluntários cortavam e distribuíam lonas.

No entanto, a poucos metros daquele cenário de desespero, agentes da PRF realizavam abordagens e, segundo denúncia do deputado estadual Sérgio Guimarães, teriam multado motoristas que circulavam com os para-brisas quebrados.

O detalhe que causou ainda mais revolta é que os danos nos veículos teriam sido provocados justamente pelo granizo que havia atingido a cidade horas antes.

Deputado cobrou explicações

Sérgio Guimarães, que acompanhava a distribuição de lonas, atravessou a rua e foi questionar os policiais sobre a necessidade da fiscalização naquele momento.

O parlamentar destacou que, a menos de 300 metros da blitz, mais de mil pessoas buscavam ajuda depois de terem suas casas e veículos atingidos.

A pergunta que permanece é simples: diante de uma cidade destruída, essa realmente deveria ser a prioridade?

Após a cobrança, a fiscalização foi encerrada. Os agentes informaram que uma equipe seguiria para prestar apoio ao atendimento das famílias afetadas.

Até o momento, a PRF não divulgou quantas autuações foram aplicadas nem apresentou uma explicação oficial detalhada sobre os critérios utilizados durante a operação,

Fiscalizar é necessário, mas faltou bom senso

Ninguém questiona a importância da fiscalização nas rodovias. Veículos sem condições adequadas de segurança podem representar riscos aos próprios ocupantes e aos demais usuários.

Entretanto, o que revoltou a população foi o momento escolhido e a aparente falta de sensibilidade diante de uma situação emergencial.

Os motoristas não estavam circulando com os vidros quebrados por negligência. Eles haviam acabado de ser atingidos por um fenômeno climático devastador.

Em uma situação como essa, caberia orientação, apoio e avaliação individual de cada caso. O poder público existe para proteger a população, principalmente quando ela enfrenta uma tragédia.

Enquanto Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, servidores, empresários e voluntários se mobilizavam para ajudar as famílias, a PRF foi acusada de transformar uma fiscalização em uma verdadeira “fábrica de multas”.

Cidade contabiliza prejuízos

A Prefeitura de Biguaçu começou a levantar os prejuízos provocados pelo temporal. Casas, estabelecimentos comerciais e veículos foram atingidos pelas pedras de gelo.

A prioridade inicial foi distribuir lonas para proteger os imóveis destelhados. A administração municipal também informou que deverá fornecer telhas após avaliar as necessidades das famílias atingidas.

A Defesa Civil permanece mobilizada e alerta para a continuidade da instabilidade, com possibilidade de chuva intensa, raios, rajadas de vento e novos episódios de granizo.

Espaço aberto para a PRF

O TopElegance deixa o espaço aberto para que a Polícia Rodoviária Federal esclareça quantas multas foram aplicadas, quais irregularidades foram constatadas e por que a fiscalização foi realizada naquele local e naquele momento.

A lei precisa ser cumprida. Mas humanidade, sensibilidade e bom senso também deveriam fazer parte de qualquer atuação do poder público.

Em meio à desgraça, a população precisava de ajuda e não de mais sofrimento.

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