
Imagem: Reprodução
Depois de meses sendo considerado foragido, Crysthian Weber da Silva se apresentou nesta terça-feira (25) no Presídio Regional de Tijucas. Ele foi condenado definitivamente a 10 anos de reclusão, em regime fechado, além de 15 dias de prisão simples e 75 dias-multa, por crimes relacionados a um esquema de golpes envolvendo negociações de imóveis.
Segundo a sentença, entre 2021 e 2023, Crysthian e o tio, Osvaldo José Weber Filho, conhecido como “Webinho”, atuavam como corretores sem registro profissional e ofereciam casas, apartamentos e terrenos que não lhes pertenciam.
As vítimas acreditavam estar diante de boas oportunidades para finalmente conquistar a casa própria. Durante as negociações, entregavam entradas, parcelas, cheques, dinheiro e até veículos como forma de pagamento.
O problema aparecia depois: os imóveis negociados não poderiam ser entregues.
Em alguns casos apontados no processo, o mesmo imóvel teria sido negociado com mais de uma pessoa. Também houve situações em que os compradores descobriram que o verdadeiro proprietário sequer sabia que sua propriedade estava sendo anunciada.
Ainda conforme a decisão judicial, contratos falsos, informações enganosas sobre escrituras e justificativas para impedir que as vítimas visitassem os imóveis faziam parte das negociações.
Pelo menos nove vítimas foram identificadas no processo. Os valores envolvidos variavam entre R$ 99 mil e R$ 165 mil.
Por trás desses números estavam famílias que juntaram dinheiro durante anos na esperança de conquistar um imóvel e acabaram enfrentando prejuízos e frustração.
Osvaldo, o “Webinho”, já havia sido capturado em Biguaçu e cumpre pena de 12 anos e oito meses de prisão, também em regime fechado.
Crysthian permaneceu foragido até se apresentar nesta terça-feira no Presídio Regional de Tijucas.
Os dois chegaram a ser presos preventivamente em 2023, mas foram soltos após a concessão de habeas corpus. Posteriormente, os recursos apresentados pela defesa foram negados pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e pelo Superior Tribunal de Justiça, tornando definitivas as condenações.
Agora, os dois estão presos. Para as vítimas, no entanto, o fim do processo criminal não significa o fim dos problemas. Muitas ainda convivem com os prejuízos e com o difícil processo de reconstruir planos que começaram com o sonho de ter a própria casa.