
Imagem: Marcelo Camargo
A circulação do sarampo nas Américas voltou a acender o alerta das autoridades de saúde, e Santa Catarina reforça a importância de manter a vacinação em dia para evitar que novos casos sejam introduzidos e encontrem pessoas desprotegidas.
De acordo com dados da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), entre as semanas epidemiológicas 1 e 23 de 2026, foram registrados 22.324 casos confirmados de sarampo e 38 mortes na Região das Américas. México, Estados Unidos, Canadá e Guatemala estão entre os países com milhares de casos.
O cenário preocupa porque, apesar de o Brasil manter o certificado de eliminação da circulação endêmica do sarampo, existe o risco de entrada de casos vindos de outros países.
Em Santa Catarina, um dos principais pontos de atenção é a diferença na cobertura vacinal entre os municípios. Em 2025, a primeira dose da vacina contra o sarampo alcançou 96,05% das crianças de um ano, superando a meta nacional de 95%.
Já a segunda dose chegou a 85,48%, abaixo do índice considerado necessário para manter uma proteção coletiva adequada. Apenas 117 municípios catarinenses alcançaram pelo menos 95% de cobertura nessa segunda dose.
Em Itajaí, segundo dados de 2026, 94,82% das crianças de 15 meses estão com a vacinação contra o sarampo em dia. A Vigilância Epidemiológica do município orienta os moradores a ficarem atentos aos sintomas e procurarem atendimento de saúde diante de qualquer suspeita.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa e pode voltar a circular quando encontra pessoas sem a proteção necessária. Por isso, a principal recomendação é conferir a carteira de vacinação, principalmente de crianças, e procurar uma unidade de saúde caso exista alguma dose pendente.
A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e continua sendo a principal forma de prevenção contra a doença.