Santa Catarina voltou a entrar em estado de atenção após o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) informar que monitora a possibilidade da formação de um ciclone bomba entre os dias 6 e 8 de agosto.
De acordo com o instituto, há condições favoráveis para um processo conhecido como ciclogênese explosiva, quando um sistema de baixa pressão se intensifica rapidamente, dando origem ao fenômeno popularmente chamado de ciclone bomba. A confirmação, no entanto, ainda depende da evolução da pressão atmosférica nos próximos dias.
O alerta reacende a lembrança de um dos episódios mais marcantes da história recente de Santa Catarina.

Em junho de 2020, um ciclone bomba provocou destruição em diversas regiões do estado. Rajadas de vento extremamente fortes derrubaram árvores, destelharam casas, bloquearam rodovias e deixaram milhares de famílias sem energia elétrica.
Em municípios como Governador Celso Ramos, moradores enfrentaram dias de transtornos após o fornecimento de energia ser interrompido. Em várias cidades catarinenses, os prejuízos foram significativos, afetando residências, comércios e serviços essenciais.
Segundo o INMET, caso o sistema evolua conforme o previsto, os principais impactos deverão ocorrer entre quinta-feira e sábado, com possibilidade de chuva intensa, temporais, descargas elétricas, queda de granizo e rajadas de vento que podem superar 60 km/h em áreas de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. No oceano, próximo ao centro do ciclone, as rajadas poderão ultrapassar 100 km/h.
Após a passagem do sistema, uma massa de ar frio deverá avançar sobre o centro-sul do Brasil, provocando queda acentuada nas temperaturas.
Especialistas reforçam que isso não significa que Santa Catarina viverá novamente a destruição registrada em 2020. A intensidade do fenômeno ainda está sendo monitorada, e novas atualizações deverão ser divulgadas conforme a evolução das condições meteorológicas.
A recomendação é que a população acompanhe os avisos dos órgãos oficiais e mantenha atenção às atualizações da previsão do tempo, especialmente nas áreas com maior risco de temporais e ventos fortes.