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A Prefeitura de Tijucas divulgou uma boa notícia para a população. As análises laboratoriais realizadas em exemplares de caramujos-africanos coletados no município apresentaram resultado negativo para agentes parasitários, segundo laudo emitido pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência nacional na identificação e análise da espécie.
Os seis moluscos analisados foram recolhidos no dia 27 de abril deste ano em três bairros da cidade: XV de Novembro, Universitário e Praça. O exame confirmou que todos pertencem à espécie Achatina fulica, conhecida como caramujo-africano, considerada invasora por sua alta capacidade de reprodução e adaptação ao ambiente.
Além da identificação da espécie, os exemplares passaram por exames parasitológicos para verificar a presença de vermes e outros agentes causadores de doenças. O resultado foi negativo em todos os casos analisados.
Apesar do resultado positivo, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que o laudo é válido apenas para os exemplares encaminhados à Fiocruz. Isso significa que não é possível afirmar que todos os caramujos encontrados em Tijucas estejam livres de parasitas.
Por isso, a Vigilância em Saúde orienta que a população continue evitando o contato direto com os moluscos e com suas secreções. Ao encontrar caramujos, principalmente em grande quantidade, os moradores devem procurar a Vigilância em Saúde para receber orientações sobre a forma correta de realizar a coleta e o descarte.
O município destaca que a remoção dos caramujos é de responsabilidade do próprio morador. A coleta deve ser feita utilizando equipamentos de proteção, como luvas, evitando qualquer contato direto com os animais. Após o recolhimento, os exemplares devem ser levados a um dos pontos de entrega disponibilizados pela Prefeitura.
Outra recomendação importante é manter quintais, jardins e terrenos limpos, sem acúmulo de folhas, entulhos, restos de madeira e outros materiais que possam servir de abrigo para a espécie. Crianças e animais domésticos também devem ser mantidos afastados dos moluscos.
Em caso de dúvidas ou para receber orientações, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelo telefone (48) 3220-0702. As equipes do Programa de Endemias continuarão monitorando as áreas com registros da espécie e desenvolvendo ações para controlar sua proliferação e proteger a saúde pública.