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Análises da Fiocruz descartam parasitas em caramujos-africanos coletados em Tijucas

Resultado é positivo, mas Vigilância mantém orientações para evitar contato com a espécie

Por Redação C
30/07/2026 19:28:35

Imagem: Reprodução

A Prefeitura de Tijucas divulgou uma boa notícia para a população. As análises laboratoriais realizadas em exemplares de caramujos-africanos coletados no município apresentaram resultado negativo para agentes parasitários, segundo laudo emitido pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência nacional na identificação e análise da espécie.

Os seis moluscos analisados foram recolhidos no dia 27 de abril deste ano em três bairros da cidade: XV de Novembro, Universitário e Praça. O exame confirmou que todos pertencem à espécie Achatina fulica, conhecida como caramujo-africano, considerada invasora por sua alta capacidade de reprodução e adaptação ao ambiente.

Além da identificação da espécie, os exemplares passaram por exames parasitológicos para verificar a presença de vermes e outros agentes causadores de doenças. O resultado foi negativo em todos os casos analisados.

Apesar do resultado positivo, a Secretaria Municipal de Saúde alerta que o laudo é válido apenas para os exemplares encaminhados à Fiocruz. Isso significa que não é possível afirmar que todos os caramujos encontrados em Tijucas estejam livres de parasitas.

Por isso, a Vigilância em Saúde orienta que a população continue evitando o contato direto com os moluscos e com suas secreções. Ao encontrar caramujos, principalmente em grande quantidade, os moradores devem procurar a Vigilância em Saúde para receber orientações sobre a forma correta de realizar a coleta e o descarte.

O município destaca que a remoção dos caramujos é de responsabilidade do próprio morador. A coleta deve ser feita utilizando equipamentos de proteção, como luvas, evitando qualquer contato direto com os animais. Após o recolhimento, os exemplares devem ser levados a um dos pontos de entrega disponibilizados pela Prefeitura.

Outra recomendação importante é manter quintais, jardins e terrenos limpos, sem acúmulo de folhas, entulhos, restos de madeira e outros materiais que possam servir de abrigo para a espécie. Crianças e animais domésticos também devem ser mantidos afastados dos moluscos.

Em caso de dúvidas ou para receber orientações, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde pelo telefone (48) 3220-0702. As equipes do Programa de Endemias continuarão monitorando as áreas com registros da espécie e desenvolvendo ações para controlar sua proliferação e proteger a saúde pública.

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