A interdição da ponte Anita Garibaldi, em Laguna, provocou prejuízo estimado em R$ 33 milhões ao setor de transporte de cargas e logística em Santa Catarina, segundo levantamento do Observatório da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc). O bloqueio ocorreu entre 9 e 19 de julho.
De acordo com a entidade, a estimativa considera a perda de produtividade das transportadoras e o aumento do consumo de diesel provocado pelo desvio do tráfego para a ponte de Cabeçuda. O estudo também calcula a emissão de aproximadamente 2 mil toneladas de CO₂ equivalente durante o período.

Nos 11 dias de interdição, motoristas enfrentaram congestionamentos superiores a 10 quilômetros nos dois sentidos da BR-101. A Fetrancesc afirma que a situação afetou cronogramas de coleta, entrega e carregamento de mercadorias.
A federação também criticou a comunicação da interdição, afirmando que o aviso foi divulgado pouco antes do fechamento da ponte, sem tempo para reorganização das operações logísticas.
Responsável pelo trecho, a ViaCosteira informou que a prioridade foi executar os reparos e restabelecer o tráfego com segurança. Desde 19 de julho, a ponte voltou a operar com uma faixa em cada sentido. A restrição permanece apenas para veículos com cargas especiais.