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Itapema reforça rede de proteção no Dia Estadual de Combate ao Feminicídio

Informação, acolhimento e denúncia são caminhos para prevenir a violência e salvar vidas

Por Redação C
22/07/2026 19:54:51

Imagem: @nopontosc

No Dia Estadual de Combate ao Feminicídio, celebrado nesta quarta-feira (22), Itapema reforça a importância da prevenção, da informação e do fortalecimento da rede de proteção às mulheres.

A violência que termina em feminicídio muitas vezes começa antes, com sinais que podem ser identificados e interrompidos. O acesso à informação, o acolhimento e a possibilidade de denunciar são ferramentas fundamentais para ajudar mulheres a romper ciclos de violência.

Desde 2020, Itapema registrou cinco feminicídios: três casos em 2020, um em 2021 e um em 2024. Não houve registros em 2022, 2023, 2025 e, até o momento, em 2026.

Apesar de cada caso representar uma perda irreparável, a redução dos registros nos últimos períodos reforça a importância de uma rede preparada para atender, orientar e proteger mulheres em situação de violência.

No município, o Centro de Atendimento às Vítimas de Violência (CAVV) atua no acolhimento e orientação das vítimas, oferecendo suporte para que elas tenham acesso aos seus direitos e aos serviços disponíveis.

Itapema também conta com a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), unidade especializada da Polícia Civil que atua na proteção, investigação e combate à violência contra a mulher.

Segundo a diretora do CAVV, Rosimeri Henschel, o conhecimento sobre os direitos e os locais de apoio pode ser decisivo para interromper situações de violência.

“Quando a mulher conhece seus direitos, sabe onde buscar ajuda e encontra uma rede preparada para acolhê-la, aumentam as possibilidades de romper o ciclo de violência e prevenir desfechos ainda mais graves”, destaca.

O enfrentamento ao feminicídio depende de uma atuação conjunta entre os serviços de atendimento, Polícia Civil, Poder Judiciário, Ministério Público, assistência social, saúde e toda a sociedade.

Em Santa Catarina, os números mostram que o desafio permanece. Em 2025, foram registrados 52 feminicídios no Estado. Já entre janeiro e junho de 2026, foram contabilizados 28 casos.

No mesmo período, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina registrou 31.655 pedidos de medidas protetivas em 2025 e outros 17.058 entre janeiro e junho de 2026.

Os dados mostram a dimensão da violência, mas também reforçam a importância de buscar ajuda antes que a situação chegue ao extremo.

A prevenção do feminicídio começa com informação, apoio e uma rede preparada para acolher. Nenhuma mulher deve enfrentar a violência sozinha. Em caso de violência ou risco, procure ajuda e denuncie. A denúncia pode salvar uma vida. 

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