Política

Décio Lima diz que recebeu notificação judicial do PL após vídeo sobre a Operação

Pré-candidato ao Senado afirma que ação foi motivada por publicação nas redes sociais sobre prefeito

Por Redação D
15/07/2026 11:00:08

O pré-candidato ao Senado por Santa Catarina e ex-presidente do Sebrae, Décio Lima (PT), afirmou nesta terça-feira, 14, que recebeu uma notificação judicial do Partido Liberal (PL) de Santa Catarina. Segundo ele, a medida foi tomada após a divulgação de um vídeo em que comenta as prisões de prefeitos na Operação Mensageiro.

Em publicação nas redes sociais, Décio exibiu o documento que, segundo seu relato, foi encaminhado pelo partido. Na gravação, ele associa a notificação ao conteúdo em que aborda a investigação que resultou na prisão de 17 prefeitos catarinenses.

"Olha só o que eu acabei de receber, uma notificação judicial do PL, o partido do governador Jorginho, contra um vídeo meu falando dos prefeitos presos em Santa Catarina", afirmou.

 

 

No vídeo citado, o pré-candidato também faz referência à desembargadora responsável por decisões judiciais relacionadas à Operação Mensageiro. Ele menciona a existência de um suposto plano para assassinar a magistrada, informação divulgada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC).

Décio Lima ainda critica a iniciativa do PL e afirma que a legenda tenta impedir a divulgação de informações relacionadas ao caso. Na sequência, faz declarações de caráter político ao afirmar que parte dos prefeitos presos na investigação teria ligação com o bolsonarismo e questiona a ausência de manifestações de lideranças desse grupo sobre o episódio.

Deflagrada em 2022, a Operação Mensageiro apura suspeitas de corrupção em contratos de coleta e destinação de resíduos sólidos firmados por municípios catarinenses. A investigação tem como alvos agentes públicos e empresários suspeitos de participação no esquema.

Ao longo das diferentes fases da operação, prefeitos de municípios de Santa Catarina foram presos ou afastados por decisões judiciais. As medidas atingiram gestores de diferentes partidos políticos, e o caso segue em tramitação na Justiça.

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