A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, 14, a Operação Tela Oculta para investigar uma organização criminosa suspeita de lavar dinheiro do tráfico de drogas por meio de uma empresa de fachada do ramo de colchões. A apuração aponta movimentação financeira de R$ 1,1 bilhão. A ação ocorre em Balneário Camboriú, Itapema, Porto Belo, Imbituba e municípios da Grande Florianópolis.
A ofensiva também alcança alvos nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A investigação é conduzida pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Palhoça.

Foram expedidos mais de 30 mandados de prisão nas cidades de São José, Palhoça e Florianópolis. Equipes policiais ainda cumprem cerca de 80 mandados de busca e apreensão nos municípios envolvidos. A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário de 22 pessoas físicas e oito pessoas jurídicas.
Conforme informações divulgadas pela NSC TV, a empresa investigada mantinha aparência de atuar no comércio de colchões, mas teria sido utilizada para dissimular valores obtidos com o tráfico de drogas.
As investigações indicam que a empresa estava registrada no Mato Grosso, embora a maior parte da movimentação financeira tenha ocorrido em Santa Catarina. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também apreenderam grande quantidade de drogas em Florianópolis.
Até a publicação desta reportagem, a Polícia Civil não havia divulgado o balanço final da Operação Tela Oculta.