
Imagem: NOAA
A possibilidade de um El Niño extremamente intenso ganhou ainda mais força. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) divulgou nesta quinta-feira (9) uma nova atualização das previsões climáticas e elevou para 81% a probabilidade de o fenômeno atingir intensidade considerada muito forte entre os meses de outubro e dezembro.
De acordo com o relatório, existe grande chance de que a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial ultrapasse 2°C acima da média, marca que caracteriza um Super El Niño. O novo cenário reforça a expectativa de um dos eventos mais intensos já registrados.
Em comparação com a atualização divulgada em junho, a NOAA aumentou em cerca de 20 pontos percentuais a probabilidade de um El Niño extremo justamente no período em que o fenômeno costuma alcançar seu pico de intensidade.
Segundo análises da Meteored, praticamente deixou de existir a possibilidade de um evento apenas moderado durante o último trimestre do ano. Isso demonstra que os especialistas estão cada vez mais confiantes de que o aquecimento do Oceano Pacífico será excepcional durante a primavera e o início do verão no Hemisfério Sul.
Apesar da elevação nas probabilidades chamar a atenção, a NOAA ressalta que o cenário já vinha sendo desenhado nos últimos meses. As observações feitas por satélites, bóias oceânicas e modelos climáticos apontam uma intensificação gradual e consistente do fenômeno, aumentando a confiança nas previsões.
A classificação de um El Niño como "muito forte" ocorre quando a temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial registra anomalias superiores a 2°C. Esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e pode provocar mudanças significativas no clima em várias partes do mundo.
Em Santa Catarina e na Região Sul do Brasil, episódios de El Niño costumam estar associados ao aumento do volume de chuvas, maior frequência de temporais, enchentes e deslizamentos de terra, principalmente durante a primavera e o verão. Ainda assim, os impactos variam conforme a intensidade e a evolução do fenômeno ao longo dos próximos meses.