
Imagem: MPSC
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou na manhã desta terça-feira (7) a Operação Pão e Circo, que investiga um suposto esquema de cartel, fraudes em licitações, pagamento de propina e lavagem de dinheiro envolvendo contratos para a realização de shows em prefeituras catarinenses.
Na região da Costa Esmeralda e da Foz do Rio Itajaí, a operação teve forte atuação em Porto Belo, Bombinhas e Itapema. Em Porto Belo, os agentes cumpriram mandados na Prefeitura. Já em Itapema, um empresário do setor de eventos foi preso preventivamente por determinação da Justiça. Bombinhas também está entre os municípios que receberam diligências da operação.
Além das três cidades da região, os mandados foram cumpridos em Abdon Batista, Apiúna, Aurora, Brusque, Canoinhas, Governador Celso Ramos, Indaial, Itaiópolis, Laurentino, Mafra, Palhoça, Pouso Redondo, Santa Terezinha, São Bento do Sul, Três Barras e também em Porto Alegre (RS).
De acordo com as investigações, empresas do ramo de eventos teriam combinado previamente os resultados de licitações para contratação de shows, reduzindo a concorrência e causando possível prejuízo aos cofres públicos.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão. Além da prisão preventiva do empresário, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados, além de outras medidas cautelares, como afastamento de funções e proibição de contratar com o poder público.
Até o momento, o Ministério Público não informou quais contratos, eventos ou pessoas são alvo da investigação em cada município. A operação segue na fase de coleta de provas, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa durante o andamento do processo.

Imagem: G1