
Imagens: Arquivo Pessoal
O prefeito de Governador Celso Ramos, Marcos Henrique da Silva (PL), foi afastado do cargo na manhã desta terça-feira (7) durante a Operação Pão e Circo, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco). A decisão faz parte de uma ampla investigação que apura um suposto esquema de cartel, fraudes em licitações, pagamento de propinas e lavagem de dinheiro envolvendo a contratação de shows nacionais por prefeituras catarinenses.
Ao todo, foram cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em 19 municípios de Santa Catarina e também em Porto Alegre (RS). A Justiça ainda determinou a prisão preventiva de um empresário em Itapema, além do bloqueio de aproximadamente R$ 9 milhões em bens e valores dos investigados.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), empresários, agentes públicos e ex-agentes públicos são suspeitos de atuar em um esquema que eliminava a concorrência, manipulava preços e concentrava contratos de apresentações artísticas com cantores e bandas de renome nacional.
Além do afastamento do prefeito de Governador Celso Ramos, a operação também cumpriu diligências na Prefeitura de Porto Belo e em municípios como Bombinhas, Brusque, Palhoça, Indaial, Mafra, São Bento do Sul, Canoinhas, Três Barras, Apiúna, Aurora, Laurentino, Pouso Redondo, Santa Terezinha, Abdon Batista, Itaiópolis e outros.
As medidas foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), já que a investigação envolve pessoas com foro por prerrogativa de função. Conforme o MPSC, as apurações seguem em andamento e novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.
O nome da operação, Pão e Circo, faz referência à estratégia utilizada pelos imperadores romanos para distrair a população com entretenimento enquanto problemas políticos e sociais permaneciam em segundo plano, uma analogia escolhida pelos investigadores para ilustrar o suposto esquema investigado.

