
Imagem: Ilustração
Depois de décadas sendo tratado como um sonho da comunidade, o projeto dos molhes da Barra do Rio Tijucas finalmente começa a sair do papel. Com a entrega da licença ambiental pelo Governo de Santa Catarina, a obra entra em uma nova etapa e reacende a esperança de moradores, pescadores e empresários que enxergam no empreendimento uma oportunidade histórica para o desenvolvimento do município.
Os molhes são grandes estruturas de pedras construídas nas margens da foz do Rio Tijucas. A principal função é estabilizar o canal de acesso ao mar, reduzir o assoreamento (o acúmulo de areia e sedimentos) e melhorar a circulação da água. Na prática, isso facilita a navegação das embarcações, aumenta a segurança e diminui a necessidade de dragagens frequentes.
Um dos maiores beneficiados será o setor pesqueiro. Atualmente, muitos pescadores enfrentam dificuldades para sair e retornar ao rio em períodos de forte assoreamento. Com um canal mais profundo e estável, a navegação se torna mais segura, reduzindo riscos e melhorando as condições de trabalho de quem depende da pesca para sustentar a família.
Os impactos positivos também devem chegar ao turismo. A expectativa é que a Barra se torne um novo polo para passeios de barco, esportes náuticos, marinas, restaurantes e empreendimentos voltados ao lazer. Experiências semelhantes em outras cidades do litoral catarinense mostram que obras desse porte costumam atrair visitantes e movimentar a economia local.
Outro reflexo esperado é a valorização imobiliária. Com uma orla mais estruturada, melhor infraestrutura e maior potencial turístico, áreas próximas à Barra tendem a despertar ainda mais o interesse de investidores, acompanhando o crescimento que Tijucas vem registrando nos últimos anos.
A economia também deverá sentir os efeitos da obra. Além da geração de empregos durante a construção, os molhes podem estimular novos negócios ligados aos setores náutico, turístico, pesqueiro e de serviços, criando novas oportunidades de trabalho e renda para a população.
Há ainda um benefício considerado estratégico para toda a região: o combate aos alagamentos. O assoreamento da foz reduz a capacidade de escoamento das águas do Rio Tijucas, o que pode agravar enchentes durante períodos de chuvas intensas. Com os molhes e a futura dragagem, a expectativa é aumentar a vazão do rio, contribuindo para minimizar um problema que há décadas preocupa moradores do município.
Apesar do avanço, a obra ainda precisa cumprir etapas importantes, como a conclusão dos trâmites técnicos, a definição dos recursos financeiros, a contratação da empresa responsável e a emissão da ordem de serviço.
Mesmo assim, a entrega da licença ambiental é considerada um marco histórico. Para muitos tijuquenses, os molhes representam muito mais do que uma obra de engenharia: simbolizam uma nova fase para a cidade, com mais desenvolvimento, segurança para quem vive do rio e do mar, fortalecimento da economia e valorização de um dos principais patrimônios naturais de Tijucas.

