O ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido da defesa de Eduardo Bolsonaro para adiar o julgamento de processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a decisão, a análise do caso permanece marcada para esta terça-feira (16).
A ação investiga a suposta prática do crime de coação no curso do processo. Segundo as apurações, Eduardo Bolsonaro teria atuado para interferir em procedimentos que envolviam o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República apresentou pedido de condenação em 11 de maio. Na acusação, o órgão sustenta que o ex-deputado teria tentado influenciar o andamento das investigações por meio de articulações políticas junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

De acordo com a PGR, a atuação teria incluído iniciativas relacionadas à ampliação de sanções e tarifas contra o Brasil como forma de pressão política.
Como Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado nos autos, a defesa passou a ser exercida pela Defensoria Pública da União, que solicitou o adiamento e também questionou a validade do processo.
O ex-deputado não compareceu ao interrogatório realizado pelo STF no mês passado. Segundo as informações do processo, ele reside nos Estados Unidos desde fevereiro do ano passado.
O crime de coação no curso do processo prevê pena de um a quatro anos de prisão, com possibilidade de aumento em circunstâncias previstas na legislação.