
Foto: Thiago Kaue
A confirmação do fenômeno El Niño acendeu o sinal de atenção em Santa Catarina. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (11) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), e já mobiliza a Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil para reforçar ações de monitoramento e prevenção em todas as regiões catarinenses.
Segundo os especialistas, o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassou os níveis necessários para caracterizar o fenômeno. As projeções indicam que este poderá ser um dos episódios mais intensos das últimas décadas, com possibilidade de atingir força muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027.
Embora os efeitos ainda não sejam sentidos diretamente em Santa Catarina, a expectativa é de que o impacto comece a se intensificar a partir da primavera, período historicamente marcado por chuvas mais frequentes e volumosas no estado.
O principal risco está relacionado ao aumento das precipitações, o que pode favorecer ocorrências como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra, especialmente em áreas mais vulneráveis.
Diante desse cenário, o Governo do Estado já ampliou as medidas preventivas. Em maio, foi decretado estado de alerta climático, permitindo maior agilidade na mobilização de equipes, equipamentos e assistência humanitária em caso de necessidade.
Além disso, a Defesa Civil está executando a Operação Primavera 2026, que envolve limpeza de rios e sistemas de drenagem, vistorias em áreas de risco, simulados de evacuação e atualização dos planos de contingência dos municípios.
O monitoramento ocorre de forma permanente por meio de uma rede de 172 estações hidrometeorológicas, radares meteorológicos e equipes especializadas que acompanham a evolução do fenômeno em tempo real.
A Defesa Civil também reforça a importância de a população acompanhar os avisos oficiais. Os alertas podem ser recebidos gratuitamente por SMS, bastando enviar o CEP para o número 40199.
Em regiões como o Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis, historicamente mais afetadas por eventos extremos, a recomendação é que moradores redobrem a atenção nos próximos meses e sigam sempre as orientações dos órgãos oficiais.
