
Imagem: Breno Esaki
A exigência da biometria para acesso a benefícios do INSS e programas sociais ganhará uma nova etapa nos próximos meses. O Governo Federal ampliou o prazo de transição para a implementação da biometria vinculada à Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que gradualmente se tornará a principal forma de identificação dos cidadãos brasileiros.
A mudança faz parte de um processo de modernização dos sistemas públicos e tem como objetivo aumentar a segurança dos cadastros, reduzir fraudes e facilitar o acesso aos serviços oferecidos pelo governo.
De acordo com o novo cronograma, a biometria da CIN será obrigatória para novos pedidos de benefícios a partir de janeiro de 2027. Entretanto, os cidadãos que já possuem biometria cadastrada em bases oficiais poderão continuar utilizando esses registros durante o período de transição.
Serão aceitos até 31 de dezembro de 2027 os dados biométricos coletados por órgãos como a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Polícia Federal, desde que tenham sido registrados até 31 de dezembro de 2026.
Na prática, quem já possui biometria cadastrada nesses sistemas não precisa correr para atualizar seus dados imediatamente. A mudança ocorrerá de forma gradual, permitindo que os beneficiários tenham tempo para se adaptar ao novo modelo.
O governo também determinou que até o fim de 2026 esteja disponível uma plataforma unificada de verificação biométrica para órgãos públicos. A partir daí, instituições como o INSS e o Ministério do Desenvolvimento Social poderão integrar a tecnologia aos seus sistemas de atendimento presencial e digital, incluindo o aplicativo Meu INSS.
A nova Carteira de Identidade Nacional utiliza tecnologias mais modernas de validação, dificultando falsificações e aumentando a confiabilidade das informações. A expectativa é que a unificação dos dados biométricos torne os processos mais rápidos e seguros para milhões de brasileiros.
A regulamentação que estabelece as novas regras entrou em vigor em 30 de abril de 2026, substituindo normas anteriores sobre identificação biométrica nos serviços públicos federais.