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Uma das maiores indústrias de Santa Catarina e referência no setor cerâmico da América Latina, a Portobello Grupo, sediada em Tijucas, encerrou 2025 com prejuízo líquido de R$ 291,7 milhões, apesar de registrar receita líquida de R$ 2,6 bilhões no período.
Os números refletem um cenário desafiador para a companhia e para o setor da construção civil, que enfrentou desaceleração da demanda, juros elevados e aumento dos custos financeiros ao longo do ano. Segundo o balanço da empresa, as despesas financeiras cresceram 47,5% em 2025, alcançando R$ 353,4 milhões.
Apesar do prejuízo, a receita da companhia apresentou crescimento de cerca de 8% em relação ao ano anterior, impulsionada principalmente pelas operações internacionais, que passaram a representar uma parcela maior do faturamento do grupo.
Outro fator apontado pelo mercado é o impacto dos juros elevados sobre empresas que possuem financiamentos para investimentos e expansão. Com o custo do crédito mais alto, parte significativa dos resultados acaba comprometida pelo pagamento de despesas financeiras.
Nos últimos meses, também ganharam destaque as negociações trabalhistas envolvendo reajustes salariais, tema que mobilizou trabalhadores e sindicatos da categoria. Entretanto, não há informações públicas indicando que esse fator, isoladamente, seja responsável pelos resultados financeiros apresentados pela companhia.
Mesmo diante do prejuízo registrado em 2025, a Portobello segue como uma das principais empregadoras da região, mantendo milhares de postos de trabalho diretos e indiretos e desempenhando papel estratégico na economia de Tijucas e de Santa Catarina.
A empresa também anunciou medidas voltadas ao reforço de caixa e à reorganização financeira, incluindo novas operações de financiamento e iniciativas para alongamento do perfil da dívida.