
O senador Flávio Bolsonaro confirmou nesta terça-feira (26) que participou de uma reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O encontro também contou com a presença do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e do jornalista Paulo Figueiredo.
Segundo Flávio, durante a conversa ele pediu “enfaticamente” para que facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vermelho, sejam classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras.
Na declaração divulgada após o encontro, o senador afirmou que as facções controlam territórios, impõem regras próprias, executam rivais e mantêm atuação internacional ligada ao crime organizado transnacional.
Flávio também defendeu uma aliança entre países das Américas para combate ao crime organizado e ao terrorismo. Em sua fala, citou uma possível integração do Brasil, a partir de 2027, em um bloco de cooperação com países aliados dos Estados Unidos na área de segurança pública.
A reunião gerou repercussão ao longo do dia porque não aparecia inicialmente na agenda oficial do governo norte-americano. Antes do encontro, Flávio Bolsonaro havia publicado um vídeo informando que estava entrando na Casa Branca para uma “conversa muito bacana”, sem revelar com quem se reuniria.
Após o encontro, Eduardo Bolsonaro divulgou uma foto ao lado de Trump e afirmou que Brasil e Estados Unidos possuem “interesses estratégicos comuns”, citando temas como comércio, liberdade e combate ao crime organizado internacional.
O ex-deputado também criticou a política externa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que um eventual futuro governo ligado ao grupo Bolsonaro teria alinhamento maior com democracias ocidentais.
O encontro acontece em meio ao aumento das discussões sobre segurança pública, facções criminosas e cooperação internacional entre países das Américas.
Imagem: Arquivo Pessoal