
O Porto de Itajaí deu mais um passo importante para modernizar sua estrutura e ampliar a capacidade operacional do complexo portuário. Na próxima segunda-feira (25), será assinado um convênio entre a Autoridade Portuária, a Universidade do Vale do Itajaí e a Autoridade Portuária Federal para a realização dos estudos técnicos voltados à remoção dos destroços do navio Pallas, naufragado desde 1893 no canal de acesso ao porto.
A solenidade acontece às 10h, na Marina de Itajaí, e marca o início de uma etapa considerada estratégica para o futuro da logística marítima da região.
Os destroços do navio estão localizados entre as boias 9 e 11, próximos à Bacia de Evolução nº 2, área fundamental para as manobras das embarcações. Atualmente, a presença da embarcação afundada impede o aprofundamento do local e limita a chegada de navios maiores ao porto.
Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a iniciativa faz parte dos projetos estruturantes retomados após o Governo Federal reassumir a gestão do porto. “Primeiro, era preciso devolver o Porto à operação e garantir segurança institucional. Agora, avançamos para projetos que preparam o complexo portuário para o futuro”, destacou.
Além da melhoria operacional, o projeto também prevê respeito ao valor histórico do navio Pallas, com acompanhamento técnico e diálogo com órgãos de preservação do patrimônio histórico.
A retirada dos destroços permitirá, futuramente, a dragagem de adequação da Bacia de Evolução nº 2, que deverá passar a ter 530 metros de diâmetro. A ampliação aumentará a segurança das manobras, a produtividade do porto e a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí no cenário nacional.
A expectativa é que a modernização fortaleça ainda mais o papel de Itajaí como um dos principais polos logísticos e portuários do Brasil.
Imagens: Porto de Itajaí