A Polícia Federal rejeitou na noite desta quarta-feira (20) a proposta de delação premiada apresentada pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro no âmbito das investigações do caso Master.
A decisão foi comunicada aos advogados do empresário e ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, relator do processo.
Segundo as investigações, o acordo vinha sendo negociado de forma conjunta entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República. Até a última atualização do caso, a PGR ainda não havia se manifestado oficialmente sobre a proposta.

De acordo com a apuração, o conteúdo apresentado pela defesa foi considerado insuficiente pelos investigadores por trazer poucas informações novas em relação ao material já reunido durante o inquérito da Operação Compliance Zero.
A avaliação interna da investigação apontou que a proposta preliminar não acrescentava elementos relevantes ao que já havia sido identificado pela Polícia Federal.
Segundo informações ligadas à apuração, investigadores também avaliaram que o material apresentado preservava pessoas próximas ao banqueiro.
Daniel Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde março.
Nesta semana, o ministro André Mendonça autorizou a transferência do empresário de uma sala de Estado-Maior para uma cela comum dentro da unidade da Polícia Federal.
Antes da transferência, Vorcaro ocupava o mesmo espaço utilizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.