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TIJUCAS: Mergulhador é preso durante megaoperação contra tráfico internacional

Investigados escondiam drogas em navios que saíam de portos de SC rumo à Europa e África

Por Redação C
19/05/2026 17:13:51

 

Um mergulhador profissional foi preso em Tijucas na manhã desta terça-feira (19) durante a Operação Tirocinium, deflagrada pela Polícia Federal para combater uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional de cocaína e lavagem de dinheiro.

Segundo as investigações, os mergulhadores tinham papel estratégico no esquema criminoso. Eles seriam responsáveis por esconder cargas de cocaína nos cascos de navios que partiam dos portos de Santa Catarina com destino à Europa e à África.

De acordo com a Polícia Federal, a droga era fixada na parte externa das embarcações, abaixo da linha d’água, dificultando a identificação pelas autoridades portuárias e alfandegárias.

Além de Tijucas, outros dois mergulhadores foram presos nas cidades de Imbituba e São Francisco do Sul.

A organização criminosa também utilizava outro método para o envio da droga ao exterior: a ocultação da cocaína em cargas lícitas, como paletes de madeira e sacos de alimentos. As investigações apontam que a logística do grupo envolvia os portos de Navegantes, Itapoá e Imbituba.

A operação mobilizou equipes em dez cidades catarinenses, incluindo Tijucas, Itajaí, Balneário Camboriú, Joinville e Imbituba, além de ações no Paraná e em Minas Gerais.

Ao todo, a Justiça Federal expediu:

  • 18 mandados de prisão preventiva;

  • 31 mandados de busca e apreensão;

  • 4 medidas cautelares com monitoramento eletrônico.

As investigações começaram em 2023, após flagrantes registrados em áreas portuárias de Santa Catarina. Durante as apurações, a Polícia Federal apreendeu cerca de 4,6 toneladas de cocaína.

Também foram encontrados fuzis, pistolas, granadas, munições e até uma metralhadora calibre .50, evidenciando o forte aparato bélico da organização criminosa.

Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 646 milhões em bens e contas bancárias dos investigados. Conforme a PF, o grupo utilizava empresas de fachada e laranjas para lavar o dinheiro obtido com o tráfico internacional.

Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça Federal em Itajaí. As investigações seguem em andamento. 

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