
Santa Catarina iniciou o maior pacote de investimentos já realizado no sistema prisional do estado. O programa “Administração Prisional Levada a Sério” prevê R$ 1,4 bilhão em ações voltadas à ampliação de vagas, modernização das unidades, reforço no efetivo e programas de ressocialização dos presos.
Do total anunciado pelo Governo do Estado, R$ 1 bilhão será destinado à construção e ampliação de presídios, enquanto outros R$ 400 milhões serão aplicados na contratação e formação de novos servidores da Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social.
Segundo a secretária Danielle Amorim Silva, as primeiras entregas começam a aparecer já em 2026. A meta do governo é abrir cerca de 9,5 mil novas vagas no sistema prisional catarinense.
“Estamos investindo fortemente na ampliação das unidades, contratação de servidores e modernização da infraestrutura com novas viaturas, armamentos e drones de alta performance”, destacou a secretária.
Atualmente, obras já estão em andamento nas unidades prisionais de Araranguá e Joinville. Além disso, duas novas unidades serão construídas em São Cristóvão do Sul. Somente essas estruturas devem gerar aproximadamente 3 mil novas vagas.
A proposta do governo também aposta na ressocialização dos detentos por meio do trabalho. Em Santa Catarina, mais de 10,6 mil presos exercem atividades laborais remuneradas dentro das unidades prisionais, muitas delas em parceria com empresas privadas.
Os internos atuam na produção de diversos produtos utilizados no dia a dia da população, como roupas, móveis, embalagens plásticas, equipamentos eletrônicos, camas, fogões, tubos, conexões e até embarcações, como iates e lanchas.
Parte dos materiais produzidos também é usada em obras públicas, como os tachões instalados nas rodovias do programa Estrada Boa.
De acordo com a secretaria, o salário recebido pelos apenados é dividido entre poupança, auxílio familiar e reinvestimento no próprio sistema prisional.
“O trabalho ajuda na disciplina, na ressocialização e cria oportunidades para que essas pessoas tenham uma nova chance ao deixar o sistema prisional”, afirmou Danielle Amorim Silva.
Outro destaque apresentado pelo governo foi o maior chamamento da história da Polícia Penal de Santa Catarina. Mais de 1,7 mil novos policiais penais ingressaram no sistema em 2025, reforçando a segurança e a operação das unidades em todas as regiões do estado.
A secretaria também citou outros programas desenvolvidos no sistema prisional catarinense, como o ReabilitaCão, voltado aos cuidados com animais, além da ampliação do uso de scanners corporais e melhorias no sistema socioeducativo para adolescentes em conflito com a lei.

Foto: Anderson Coelho