Um morador do bairro Vila Real, em Balneário Camboriú, denunciou ter sido agredido por um guarda municipal de folga na noite de segunda-feira (18) após uma discussão relacionada ao volume de som de uma igreja na Rua Dom Abelardo.
Segundo o relato da vítima, o caso ocorreu nas proximidades da Igreja Assembleia de Deus Ministério do Avivamento (ADMA), alvo frequente de reclamações sobre perturbação do sossego.
Vídeos enviados pelo morador mostram uma discussão entre os envolvidos antes das agressões. Nas imagens, o homem recebe ao menos quatro socos na região do rosto.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Araújo Gomes, confirmou que o homem apontado como autor das agressões integra a Guarda Municipal da cidade e estava fora de serviço no momento da ocorrência.
Segundo o secretário, a Secretaria de Segurança apura o caso para definir possíveis medidas administrativas.
Araújo Gomes também afirmou que equipamentos e programas utilizados pela prefeitura para medição sonora não identificaram irregularidades durante o funcionamento da igreja.
O morador afirma que encaminha reclamações há anos sobre suposta perturbação sonora causada pela instituição religiosa. Segundo ele, os cultos ultrapassariam os limites de decibéis permitidos.
Em março de 2025, o Ministério Público de Santa Catarina determinou prazo de 30 dias para implantação de isolamento acústico na igreja após ação relacionada à poluição sonora e ao descumprimento de normas ambientais.
De acordo com o MPSC, entre março de 2023 e agosto de 2024 foram registradas 17 reclamações formais sobre perturbação sonora envolvendo o local.
Ainda conforme o Ministério Público, a igreja implantou isolamento acústico após a determinação.
O morador encaminhou imagens com ferimentos no rosto e relatou que precisou procurar atendimento médico após a agressão.
Em outra gravação, é possível ouvir parte da discussão entre ele e o guarda municipal. Durante o vídeo, o agente afirma “se o senhor botar o celular na minha cara, eu vou te quebrar”. Na sequência, o morador responde “bata”, momento em que a gravação é interrompida.
Em entrevista à Rádio Menina na manhã de terça-feira (19), Araújo Gomes afirmou ter acompanhado a ocorrência na Delegacia de Polícia Civil e na Unidade de Pronto Atendimento, para onde o morador foi levado após as agressões.
Segundo o secretário, o morador estava em frente à igreja registrando imagens para fundamentar novas reclamações relacionadas ao volume do som durante um culto quando ocorreu a discussão com o guarda municipal.