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Defesa Civil prevê El Niño mais intenso que o de 2023 em Santa Catarina

Órgão estadual afirma que aumento da intensidade do fenômeno não significa, necessariamente, mais de

Por Redação D
18/05/2026 18:00:20

A Defesa Civil de Santa Catarina informou nesta segunda-feira (18) que o El Niño previsto para 2026 pode atingir intensidade superior à registrada em 2023, ano marcado por enchentes em diferentes regiões do Estado, especialmente no Vale do Itajaí.

Segundo o órgão, os modelos meteorológicos indicam que o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial pode se aproximar de 2,0°C acima da média neste ano.

Em 2023, o aquecimento registrado foi de 1,5°C, classificação considerada de El Niño forte.

Apesar da projeção, a Defesa Civil afirmou que um fenômeno mais intenso não representa automaticamente impactos mais severos.

 

 

“Já ocorreram episódios mais intensos, como o de 2015, quando o aquecimento chegou a 2,4°C acima da média. Ainda assim, embora tenham sido registrados danos no Estado, os impactos observados foram menores em intensidade e volume quando comparados aos de 2023”, informou o órgão em nota.

De acordo com os meteorologistas, o aquecimento das águas do Pacífico acelera a evaporação e aumenta a formação de nuvens carregadas, alterando a circulação atmosférica e influenciando o regime de chuvas no Sul do Brasil.

O governador Jorginho Mello assinou nesta segunda-feira um decreto de alerta climático para antecipar medidas de prevenção no Estado.

Segundo o governo catarinense, o objetivo é reduzir burocracias e acelerar ações preventivas antes do período de chuvas intensas.

O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, coronel Fabiano de Souza, afirmou que o decreto prevê a criação de um comitê de crise envolvendo todas as secretarias estaduais.

Os municípios também terão prazo de 15 dias para apresentar relatórios de ações preventivas e planos de contingência.

A previsão da Defesa Civil aponta aumento das chuvas, temperaturas acima da média e episódios de vento intenso em diferentes regiões catarinenses.

Segundo o meteorologista Caio Guerra, os efeitos do fenômeno devem começar a aparecer de forma gradual a partir de junho.

Durante o inverno, a influência climática ainda deve ocorrer de maneira moderada. A maior preocupação do órgão está concentrada na primavera.

“A partir de setembro, os efeitos começam a se intensificar mais significativamente”, afirmou o meteorologista.

O pico do fenômeno está previsto entre novembro, dezembro e janeiro.

Segundo as projeções apresentadas pela Defesa Civil, existe mais de 30% de probabilidade de formação de um evento classificado como forte ou muito forte.

Os técnicos também destacaram que a intensidade do El Niño não determina sozinha o tamanho dos impactos climáticos.

Durante a apresentação, os meteorologistas citaram as enchentes registradas no Rio Grande do Sul em 2024 como exemplo de evento extremo que ocorreu sem o pico máximo do fenômeno.

“Um El Niño forte não significa necessariamente mais impactos. Existem outros fatores atmosféricos envolvidos”, afirmou Caio Guerra.

Mesmo sem confirmação sobre a intensidade definitiva do fenômeno, a Defesa Civil afirmou existir consenso entre os modelos meteorológicos sobre a tendência de chuva acima da média em Santa Catarina ao longo de 2026.

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