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Corpo de Bombeiros aposenta cães após décadas em operações de busca e resgate

Pai e filha participaram de missões em tragédias nacionais e atuaram em dezenas de buscas no Estado.

Por Redação D
18/05/2026 10:00:19

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina aposentou nesta sexta-feira (15), em Porto União, os cães de busca Iron e Léia, ambos da raça labrador e integrantes das equipes de resgate da corporação.

A cerimônia ocorreu durante a passagem de comando da Organização de Bombeiro Militar do município.

Iron tinha mais de 10 anos de atuação operacional. Léia, filha dele, encerrrou a carreira com quase oito anos de serviço. Os dois fazem parte de uma linhagem iniciada pelo cão Brasil, primeiro cão de busca do CBMSC com certificação internacional, morto em 2020.

 

 

Iron atuou inicialmente em Xanxerê ao lado do cabo Josclei Tracz. Depois, acompanhou o bombeiro na transferência para Porto União.

Segundo o CBMSC, o binômio, termo utilizado para definir a dupla formada por bombeiro e cão, participou de mais de 70 ocorrências, sete certificações e missões nacionais em operações de grande porte.

Entre elas estão as buscas após o rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019.

Iron integrou duas equipes enviadas por Santa Catarina para apoiar o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais nas operações de busca após a tragédia que deixou 272 mortos.

Durante a segunda passagem pela operação em Brumadinho, o cão sofreu perfuração em uma das patas causada por um espinho e precisou passar por cirurgia de emergência em hospital de campanha montado no local.

Dez dias depois do procedimento, retornou às buscas.

O histórico operacional de Iron também inclui buscas por pessoas desaparecidas em áreas de mata em Santa Catarina.

Em 2020, o cão localizou um idoso de 86 anos desaparecido havia mais de 24 horas em Xanxerê. Em 2023, participou de uma operação em Luzerna que terminou com a localização de um homem desaparecido em região de mata próxima ao Rio do Peixe.

O cão também atuou em operações de busca por restos mortais. Em uma ocorrência em Chapecó, auxiliou equipes da Polícia Civil na localização de ossadas em um poço.

Léia iniciou os treinamentos ainda filhote sob condução do cabo David Canever, da unidade de Canoinhas.

Ao longo da carreira, acumulou certificações em buscas urbanas, rurais e por restos mortais.

Em 2022, Léia participou das operações de busca após os deslizamentos provocados pelas chuvas em Petrópolis.

Na missão, pai e filha atuaram simultaneamente em equipes enviadas pelo Corpo de Bombeiros catarinense.

Segundo a corporação, Léia participou de ao menos 18 buscas oficiais na região do Planalto Norte catarinense, com atuação em cidades como Rio Negrinho, São Bento do Sul e Campo Alegre.

No modelo adotado pelo CBMSC, os cães vivem com os condutores e participam da rotina familiar dos bombeiros.

A corporação utiliza treinamento baseado em reforço positivo e mantém cruzamentos planejados para reduzir predisposições genéticas nos animais operacionais.

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