
Com a chegada do frio e o aumento do uso de fogões à lenha, lareiras e aquecedores, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) acendeu um alerta importante para a população: os incêndios residenciais aumentam nesta época do ano.
Segundo levantamento da Divisão de Investigação de Incêndio (DINVI), houve crescimento de aproximadamente 10% nas ocorrências envolvendo fontes térmicas entre 2024 e 2025. Os registros passaram de 81 para 87 casos em todo o estado.
O fogão à lenha segue sendo o principal responsável pelas ocorrências atendidas pelos bombeiros, especialmente nos meses de maio, junho e julho, quando as temperaturas ficam mais baixas e os equipamentos de aquecimento são usados com mais frequência.
De acordo com o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, chefe da DINVI, o número de ocorrências pode até triplicar durante o inverno.
“Historicamente, durante os meses mais frios, o número de ocorrências relacionadas a fontes térmicas pode chegar a ser duas a três vezes maior”, destacou o oficial.
Um dos casos mais recentes aconteceu no município de Salete, no dia 10 de maio. Um incêndio começou em um fogão à lenha e rapidamente atingiu uma residência. O morador percebeu estalos vindos do mezanino da casa e, ao verificar, encontrou o fogo já se espalhando pelo local.
Ele e o filho ainda tentaram conter as chamas com uma mangueira de jardim até a chegada dos bombeiros. A ocorrência mobilizou equipes do CBMSC e exigiu mais de 15 mil litros de água para o combate completo ao incêndio.
Além dos danos materiais, o levantamento aponta que 12 pessoas ficaram feridas em ocorrências relacionadas ao uso dessas fontes térmicas nos últimos dois anos em Santa Catarina.
Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros reforça alguns cuidados simples que podem evitar tragédias:
O CBMSC reforça que a prevenção ainda é a melhor forma de proteger vidas e patrimônios durante o inverno catarinense.

Imagens: CBMSC