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MP pede arquivamento do caso Orelha após perícia descartar agressão

Reanálise de imagens e laudos concluiu que adolescentes e cão não estiveram juntos no mesmo horário

Por Redação C
12/05/2026 17:23:03

 

O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento da investigação envolvendo o cão “Orelha”, caso que gerou grande repercussão nas redes sociais após denúncias de supostos maus-tratos praticados por adolescentes na Praia Brava, em Florianópolis.

A manifestação foi apresentada por Promotorias de Justiça da Capital após uma ampla reavaliação das provas, incluindo imagens de câmeras de monitoramento, laudos periciais e depoimentos colhidos ao longo da investigação.

Segundo o Ministério Público, uma nova análise técnica identificou inconsistências nos horários das gravações utilizadas inicialmente no caso. Conforme o documento, havia uma diferença aproximada de 30 minutos entre o sistema público de monitoramento Bem-Te-Vi e câmeras privadas analisadas pela investigação.

Com a correção da linha do tempo, a conclusão apontou que os adolescentes investigados e o cão “Orelha” não estiveram juntos no local e horário da suposta agressão.

De acordo com o relatório, enquanto um dos adolescentes aparecia próximo ao deck da Praia Brava, o animal estava cerca de 600 metros distante.

Os laudos periciais também descartaram sinais de violência física. Após a exumação do corpo do cão, os exames não encontraram fraturas ou lesões compatíveis com agressão humana.

A perícia apontou que o animal sofria de osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica na região da mandíbula, possivelmente causada por doença periodontal avançada.

Segundo o Ministério Público, imagens anexadas ao processo já mostravam sinais antigos de inflamação, perda de pelos e lesões compatíveis com um quadro infeccioso prolongado.

Outro ponto destacado é que nenhuma imagem ou testemunha confirmou a presença do cão na faixa de areia durante o período em que a agressão teria acontecido.

A Promotoria também afirmou que parte das versões divulgadas teve origem em comentários de terceiros e publicações nas redes sociais sem comprovação técnica.

O procedimento ainda abordou outros episódios envolvendo cães conhecidos como “Caramelo”. Em um dos casos, a polícia concluiu que os adolescentes apenas brincavam com o animal na praia, sem tentativa de afogamento. Em outro, as imagens mostraram que os jovens apenas conduziram o cão para dentro de um condomínio, sem violência.

Além do pedido de arquivamento, o Ministério Público solicitou investigação sobre possível divulgação indevida de informações sigilosas relacionadas aos adolescentes envolvidos.

Também será aberta uma apuração específica sobre eventual monetização e disseminação de informações falsas sobre o caso nas redes sociais, com apoio do CyberGAECO.

Imagem: CNN

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