
Santa Catarina voltou a se destacar nacionalmente quando o assunto é salvar vidas. Em 2025, o estado alcançou a maior taxa de doadores efetivos de órgãos do Brasil, consolidando uma trajetória marcada pela solidariedade das famílias catarinenses e pela eficiência do sistema de transplantes.
Os dados divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) mostram que Santa Catarina registrou 42,8 doadores efetivos por milhão de habitantes, além da menor taxa de não autorização familiar do país, com 32%.
Por trás dos números, estão histórias de esperança, recomeços e famílias que, mesmo em meio à dor da perda, decidiram dizer “sim” à doação de órgãos. Ao longo de mais de duas décadas, cerca de 26 mil pessoas já receberam órgãos, tecidos ou células graças ao sistema de transplantes catarinense.
Entre janeiro e dezembro de 2025, foram registradas 804 notificações de potenciais doadores no estado, mantendo Santa Catarina entre os líderes nacionais também neste indicador. O desempenho é atribuído ao trabalho integrado do SC Transplantes, equipes hospitalares, profissionais de saúde e forças de apoio logístico terrestre e aéreo.
Outro dado que chama atenção é a redução da recusa familiar. Em 2007, cerca de 70% das famílias não autorizavam a doação. Em 2025, esse número caiu para 32%, o menor índice do Brasil. O resultado é reflexo de anos de investimento em capacitação e preparo das equipes que realizam entrevistas familiares em momentos delicados.
Segundo o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade, Santa Catarina mantém uma liderança histórica no país e oferece às pessoas as melhores chances de receber um órgão quando necessário.
A orientação das autoridades de saúde é clara: qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos e tecidos. Não é necessário documento assinado. O mais importante é comunicar a família sobre esse desejo, já que a autorização familiar é indispensável para que a doação aconteça.
Mais do que estatísticas, os números reforçam um gesto que continua mudando vidas: a solidariedade.


Imagens: Ricardo Trida/ Leo Munhoz