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Operação do Gaeco investiga esquema de atestados falsos que beneficiou presos em SC

Médico, advogada e outras duas pessoas foram presas durante a Operação Efeito Colateral

Por Redação D
07/05/2026 09:00:35

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas realizou, nesta terça-feira (5), a Operação Efeito Colateral para investigar um esquema de emissão de atestados médicos falsos utilizados para obtenção de prisão domiciliar em Itajaí. Segundo a investigação, ao menos 20 presos teriam sido beneficiados. Quatro pessoas foram presas e houve apreensão de documentos, celulares e computadores em cidades de Santa Catarina e do Paraná.

 

 

Conforme o Ministério Público de Santa Catarina, os investigados são o médico Marcelo Marques Costa e a advogada Amanda Letícia Moraes Cunha, ambos de Camboriú, apontados como responsáveis pela emissão de documentos ideologicamente falsos que simulavam doenças graves para fundamentar pedidos judiciais de liberdade ou prisão domiciliar. A secretária do médico e um beneficiado pelo esquema também foram detidos.

As investigações apontam que parte dos presos beneficiados seriam lideranças criminosas que, após obtenção da prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, romperam tornozeleiras e passaram à condição de foragidos. O Gaeco identificou arquivos com imagens de atestados, exames, receituários e conversas relacionadas à elaboração dos documentos utilizados nos processos judiciais.

Segundo a apuração, os pagamentos pelos atestados variavam, com registros de valores em dinheiro e indícios de uso de terrenos como forma de compensação. Durante o cumprimento dos mandados, o médico investigado atirou no pé de um policial. As defesas informaram que aguardam acesso integral ao processo e sustentam a inocência dos clientes.

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