O psicólogo Guilherme Silveira teve a pena ampliada de 21 anos e quatro meses para 31 anos e 15 dias de prisão por abuso contra um menino em Brusque. A informação foi apurada pelo jornal O Município. A condenação é cumprida em regime fechado e passou por novos aumentos após decisões judiciais posteriores, incluindo uma atualização registrada em 17 de abril deste ano.
Segundo a defesa, procurada nesta quarta-feira, 6, há recurso em tramitação no Superior Tribunal de Justiça. Apesar das condenações, Guilherme Silveira permanece com registro ativo no Conselho Regional de Psicologia de Santa Catarina, onde possui inscrição desde 2019.

A mãe da criança relatou, em entrevista concedida em junho de 2025, que o filho, diagnosticado com autismo, teria sido vítima durante a segunda sessão de terapia. A família registrou boletim de ocorrência, encaminhou a criança para atendimento hospitalar e entregou roupas para perícia. Conforme o relato, um laudo apontou presença de material biológico em uma das peças, o que resultou na prisão preventiva do psicólogo.
Em setembro de 2025, Guilherme Silveira também foi condenado a 14 anos de prisão por pornografia infantil. Conforme as investigações, ele utilizava perfis falsos em redes sociais para se passar por adolescente e solicitar imagens íntimas de meninos. O caso teve origem em denúncias encaminhadas por uma organização dos Estados Unidos a uma unidade especializada do Gaeco, que identificou oito situações investigadas.