O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (4), em São Paulo, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está avaliando uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a rejeição do nome de Jorge Messias pelo Senado na semana passada. A declaração ocorre em meio ao impacto político da decisão, considerada histórica.
Segundo Alckmin, a escolha de um novo ministro é necessária diante da sobrecarga de processos no STF. Ele também lamentou a rejeição de Messias, destacando sua trajetória como jurista e servidor público, mas ressaltou que a decisão cabe ao Congresso Nacional.
A indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, foi rejeitada por 42 votos a 34 no plenário do Senado. Trata-se da primeira vez, desde 1894, que um nome indicado ao STF é barrado pelos senadores, o que amplia tensões entre o Executivo e o Legislativo.

Antes da votação, outros nomes eram cogitados para a vaga, incluindo Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União, Vinicius Marques de Carvalho, da Controladoria-Geral da União, e o senador Rodrigo Pacheco. Este último era apontado como favorito por lideranças do Senado, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa, teria sido descartado pelo presidente.
A rejeição de Messias ocorre em um contexto de articulações políticas no Congresso. Há ainda a possibilidade de o governo insistir no mesmo nome futuramente, dependendo do cenário político e das negociações com o Senado.
A definição do novo indicado ao STF deve ocorrer nos próximos dias, conforme sinalizado pelo vice-presidente.