O presidente do MDB em Santa Catarina, Carlos Chiodini, tornou pública nesta terça-feira (28) uma carta aberta em que expõe a crise interna da sigla e critica movimentos de aproximação com o governador Jorginho Mello (PL) para as eleições de 2026.
No documento, o dirigente afirma que o partido enfrenta perda de espaço político após resultados recentes nas urnas e defende uma reorganização com foco em protagonismo. Segundo ele, o MDB não alcançou o segundo turno nas eleições estaduais de 2018 e 2022, cenário que, conforme destaca, resultou na redução de bancadas e no enfraquecimento da legenda.

A crítica central da carta recai sobre articulações internas que, de acordo com Chiodini, colocariam o partido em posição subordinada dentro de alianças políticas. Ele aponta que há negociações baseadas em interesses pontuais, como vagas secundárias em chapas majoritárias, sem um projeto político estruturado.
“Isso não é estratégia. Isso é apequenamento”, escreveu o presidente estadual ao se referir ao alinhamento de setores do partido com o atual governo.
O posicionamento ocorre após encontro de lideranças do MDB com o governador, movimento que evidenciou a divisão interna da sigla. Parte dos integrantes defende aproximação com o governo estadual, enquanto outro grupo sustenta alinhamento com projetos alternativos para a disputa eleitoral.
Na carta, Chiodini também alerta para o risco de fragmentação partidária, com decisões isoladas e interesses individuais se sobrepondo à construção coletiva. Ele reforça que o MDB, ao longo de sua trajetória, teve papel relevante na política catarinense e que precisa retomar esse espaço.
Ao final do documento, o presidente afirma que o partido enfrenta um momento decisivo: retomar o protagonismo ou aceitar uma posição de menor relevância no cenário político estadual.