O Congresso dos Gideões reúne cerca de 200 mil fiéis em Camboriú durante dez dias de programação religiosa iniciada no sábado (25). O número estimado de participantes equivale ao dobro da população do município e inclui caravanas, líderes religiosos e visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.
Considerado o maior congresso evangélico do país nesse formato, o evento é organizado pela Gideões Missionários da Última Hora e conta com uma programação contínua de cultos, pregações e momentos de oração, sem intervalos. Mais de 800 voluntários atuam diretamente na organização das atividades.

Segundo o vice-presidente da entidade, Adriano Uber de Mello, a realização do congresso em Camboriú há mais de quatro décadas está associada a uma “revelação divina”, conforme a tradição da instituição. O evento foi criado pelo pastor Cesino Bernardino, que, no final da década de 1970, teria recebido uma visão que indicava o município como sede de uma obra missionária de alcance global.
A primeira edição ocorreu em 1983, inicialmente voltada à formação e envio de missionários. O nome do congresso faz referência ao personagem bíblico Gideão, associado à liderança de um pequeno exército, simbolizando, segundo a organização, o papel dos missionários contemporâneos.
A programação ocorre no Pavilhão dos Gideões e no Ginásio Irineu Bornhausen, com transmissão simultânea em telões para atender o público externo, incluindo áreas centrais da cidade.
O evento também impacta a dinâmica urbana local. Durante o período, há aumento significativo na circulação de pessoas e na atividade comercial, especialmente com a instalação de vendedores ambulantes. Desde 2025, a prefeitura regulamentou a ocupação desses espaços, exigindo recuo mínimo das barracas para garantir a mobilidade de pedestres.
Além da participação religiosa, o congresso tem recebido a presença de lideranças públicas e políticas ao longo dos anos. A edição atual inclui palestras de nomes como Marco Feliciano e segue até o dia 4 de maio.