
Uma investigação da Polícia Civil de Santa Catarina revelou um esquema de suposto superfaturamento de cirurgias custeadas pelo plano SC Saúde, que pode ter causado um prejuízo de pelo menos R$ 6 milhões aos cofres públicos.
A apuração faz parte da Operação Dose Extra, deflagrada no dia 9 de abril, que teve como alvo profissionais e empresas em Santa Catarina e outros estados. Entre os investigados estão médicos, advogados e empresários suspeitos de inflar valores de procedimentos em até 20 vezes o custo real.
Segundo as investigações, o grupo apresentava orçamentos com preços considerados injustificados, principalmente para órteses, próteses e materiais especiais. Para simular concorrência, empresas com nomes distintos eram indicadas, mas pertenciam ao mesmo grupo econômico.
Um dos casos analisados chamou a atenção: uma cirurgia orçada em cerca de R$ 29 mil teve pagamento judicial superior a R$ 600 mil. Ao todo, 33 procedimentos já foram identificados com indícios de irregularidades.
A decisão judicial determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em bens dos investigados, além da apreensão de 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação. As empresas envolvidas também foram proibidas de firmar contratos com o Estado.
As investigações começaram após auditoria interna do SC Saúde apontar indícios de irregularidades em cirurgias de coluna. De acordo com a polícia, o grupo se aproveitava de negativas administrativas do plano para levar os casos à Justiça e obter decisões com valores elevados.
A Delegacia de Combate à Corrupção conduz o caso e afirma que, até o momento, não há indícios de participação de servidores públicos.
Empresários
Empresas
Médicos
Advogados
A defesa de um dos investigados nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações são infundadas, destacando confiança na apuração dos fatos.
As investigações seguem em andamento e não está descartada a identificação de novos envolvidos.