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Multas do STF por bloqueios em rodovias avança e passa de R$ 70 milhões em SC

Cobranças atingem empresas e pessoas físicas e já tramitam na Justiça Federal com risco de bloqueio

Por Redação C
16/04/2026 14:48:32

 

As multas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra envolvidos nos bloqueios de rodovias após o segundo turno das eleições de 2022 avançaram para a fase de execução judicial e já estão sendo cobradas na Justiça Federal em diferentes estados.

As penalidades foram definidas a partir de decisões da Corte que determinaram a desobstrução imediata das rodovias federais e autorizaram a aplicação de multas em caso de descumprimento. Durante os atos, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuou no registro das ocorrências e no envio de informações que agora embasam os processos.

Com o avanço da cobrança, os valores deixam a esfera administrativa e passam a ser executados judicialmente, o que pode resultar em bloqueio de contas bancárias, penhora de bens e outras medidas previstas na legislação.

Na região de Concórdia e do Alto Uruguai catarinense, os valores acumulados das multas podem ultrapassar R$ 70 milhões, conforme levantamento baseado na Carta de Ordem nº 209/2026.

Há registros de autuações envolvendo empresas e pessoas ligadas a municípios como Chapecó, Seara, Irani, Catanduvas e Peritiba.

Em Concórdia, algumas empresas aparecem com multas que chegam a R$ 5 milhões, enquanto outros casos variam entre R$ 800 mil e R$ 3,6 milhões. Um dos processos aponta uma penalidade de até R$ 15 milhões para uma única empresa.

Além das empresas, pessoas físicas também foram multadas, principalmente aquelas identificadas como participantes diretos dos bloqueios, muitas vezes utilizando veículos para interromper o tráfego.

Em outras regiões do país, há registros de multas ainda mais elevadas. Em Lucas do Rio Verde, uma penalidade chega a R$ 146 milhões. Já em Nova Mutum, multas individuais alcançam cerca de R$ 147 milhões. No Pará, também há autuações com valores próximos de R$ 15 milhões.

Os cálculos seguem critérios definidos pelo STF, que podem estabelecer multas de até R$ 100 mil por hora de bloqueio.

Com o envio dos casos à Justiça Federal, caberá às varas de cada região conduzir a execução das cobranças. Os autuados ainda podem apresentar defesa, mas os valores já foram homologados pela Suprema Corte.

Em Santa Catarina, os processos continuam em tramitação em diversas regiões e são analisados individualmente.

Foto: Joédson Alves/EFE

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