Política

ALESC vira palco de cobrança, especialistas defendem ações concretas contra violência

Painel reúne autoridades e cobra ação: leis e dados ainda não protegem mulheres como deveriam

Por Redação C
16/04/2026 07:35:05

 

O que deveria ser apenas mais um debate se transformou em um alerta direto: é preciso sair do discurso. O segundo painel do evento Vozes da Lei: Direito por Elas e para Todos, realizado no Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), colocou em evidência a urgência de medidas concretas no combate à violência contra a mulher.

Promovido pela Associação Damas da Justiça e mediado pela consultora Ana Costa, o encontro reuniu vozes de diferentes áreas que atuam na linha de frente do problema. Entre elas, a tenente-coronel da Polícia Militar de Santa Catarina, Clarissa Dias Soares; a promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon; a secretária-geral da Alesc, Marlene Fengler; e a advogada Mayara Andrade Bezerra.

Apesar das diferentes experiências, o diagnóstico foi comum: a integração entre instituições avançou, mas ainda esbarra na dificuldade de fazer com que políticas públicas cheguem, de fato, à ponta onde estão as vítimas.

Marlene Fengler destacou o papel do Legislativo nesse processo. Segundo ela, foi a partir da escuta de mulheres em audiências públicas que surgiram avanços importantes, como a consolidação da legislação catarinense de enfrentamento à violência, além da criação do Observatório da Violência contra a Mulher e da Procuradoria Especial da Mulher, hoje presentes em várias cidades.

Outro ponto central foi o uso de dados para orientar ações. O recente Mapa do Feminicídio, lançado pelo Ministério Público de Santa Catarina, foi citado como ferramenta essencial para ampliar o diagnóstico e melhorar a resposta do poder público.

Ainda assim, os participantes reforçaram que nenhuma política será suficiente sem uma mudança cultural profunda. Educação, respeito e formação de valores desde cedo foram apontados como pilares para romper o ciclo da violência.

Ao final, ficou uma mensagem clara e compartilhada por todos: o enfrentamento à violência contra a mulher não depende de uma única instituição. É um compromisso coletivo que exige continuidade, responsabilidade e, principalmente, ação.

Mais Política

® 2016 TopElegance Comunicação e Mídia ME. Todos os Direitos Reservados