A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) abriu investigação para apurar denúncias de atos obscenos em local público e possíveis danos ambientais registrados na última semana na Trilha da Galheta, em Florianópolis. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual um político flagra a situação no local.
De acordo com a PCSC, a apuração tem como foco verificar a ocorrência de crime previsto no artigo 233 do Código Penal, que trata da prática de ato obsceno em local público ou exposto ao público. O vídeo que motivou a investigação foi divulgado no dia 25 de março e rapidamente viralizou.

Nas imagens, o político Bruno Souza (PL) aparece utilizando um megafone para citar a legislação e alertar sobre a proibição de atos obscenos, ao se deparar com um grupo em situação considerada irregular.
A Polícia Civil esclareceu que, embora exista um entendimento jurídico que permite a prática de naturismo na região — caracterizada como “nudez pacífica” —, essa autorização não inclui a realização de atos de natureza sexual em espaço público.
Além da conduta dos frequentadores, a investigação também abrange possíveis danos ambientais na área. Segundo informações preliminares, foram identificadas intervenções irregulares, como abertura de buracos e sinais de degradação da vegetação nativa ao longo da trilha.
O caso também envolve a análise de materiais audiovisuais e a oitiva de testemunhas, que devem contribuir para o esclarecimento dos fatos. A apuração ocorre tanto na esfera criminal quanto no âmbito de um inquérito civil voltado à preservação ambiental.
A Polícia Civil informou que as diligências seguem em andamento e que todas as circunstâncias serão avaliadas conforme a legislação vigente.