Uma espuma amarelada observada nas ondas do mar da Praia Central, em Balneário Camboriú, chamou a atenção de moradores e turistas nesta quinta-feira (26). O fenômeno foi registrado na faixa entre as ruas 2800 e 2900 e gerou dúvidas sobre possível poluição, mas especialistas afirmam que a origem é natural.
De acordo com o oceanógrafo e professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Thiago Alves, o Litoral Sul do Brasil passa por um período de floração de diatomáceas, um tipo de alga microscópica que se prolifera em condições favoráveis, como altas temperaturas, presença de nutrientes e luminosidade elevada.
Essas algas produzem mucilagem, substância responsável pelo aspecto espumoso e amarelado da água. Apesar da aparência incomum, o fenômeno não apresenta risco à saúde humana, mesmo em caso de contato com a pele.

A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) também se manifestou e informou que a formação de espuma pode ter múltiplas origens naturais, incluindo decomposição de matéria orgânica marinha, além da influência de fatores como ondas, ventos e correntes marítimas. O órgão destacou que o ponto onde o fenômeno ocorreu não está próximo a áreas de lançamento de esgoto, afastando a relação com o sistema de tratamento.
Segundo a Emasa, a interação entre matéria orgânica presente na água e as condições oceanográficas favorece a formação de espuma nas áreas onde as ondas quebram. O órgão conclui que o episódio deve ser interpretado como um fenômeno multifatorial.
Na manhã desta sexta-feira (27), a espuma já não era mais observada no local.