As lideranças dos caminhoneiros decidiram aguardar a publicação oficial das medidas do governo federal antes de definir a realização de uma greve nacional da categoria. A decisão foi tomada em reunião realizada nesta quarta-feira (18), que manteve o movimento em estado de mobilização.
Segundo representantes do setor, a formalização das normas no Diário Oficial será determinante para avaliar se as demandas foram atendidas. Uma nova reunião está prevista para quinta-feira (19), após a divulgação oficial das medidas.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que, sem acordo, a categoria pode iniciar uma paralisação de grande escala, envolvendo caminhoneiros autônomos, celetistas e motoristas de aplicativo.

Entre os principais pontos de reivindicação está o cumprimento do piso mínimo do frete, além de medidas relacionadas ao preço do diesel. O governo federal anunciou que prepara uma regulamentação mais rígida para coibir irregularidades no transporte de cargas, incluindo a possibilidade de suspensão cautelar de empresas e transportadores antes da conclusão de processos administrativos.
De acordo com o Ministério dos Transportes, a proposta busca ampliar a fiscalização, uma vez que as multas atuais têm sido consideradas insuficientes para inibir práticas irregulares.
Outro fator de insatisfação é o aumento no preço do diesel, que passou de R$ 6,10 para R$ 6,58 em média na última semana. O cenário inclui o reajuste de 11,6% anunciado pela Petrobras, com impacto direto nas distribuidoras.
A categoria também cobra esclarecimentos sobre políticas de pedágio e fiscalização nas rodovias. Caso as medidas não atendam às demandas, a possibilidade de greve nacional segue em avaliação pelas lideranças.