A homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile da Acadêmicos de Niterói, na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, provocou reação imediata da oposição e abriu nova frente de disputa judicial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nesta segunda-feira (16), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o Partido Novo anunciaram que irão protocolar ações questionando o que classificam como uso irregular de verba pública e eventual campanha antecipada.
O anúncio ocorre após a apresentação da escola de samba, que dedicou o enredo à trajetória política de Lula, desde o período como sindicalista no ABC Paulista até os três mandatos na Presidência da República. O presidente compareceu ao desfile na noite de domingo (15).

Segundo publicação de Flávio Bolsonaro nas redes sociais, uma ação será protocolada no TSE contra o que chamou de “crimes do PT na Sapucaí”. O senador afirma que houve utilização de dinheiro público para fins políticos.
O Partido Novo informou que ingressará com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pedindo a cassação do registro e a inelegibilidade de Lula, caso a candidatura à reeleição seja formalizada. A legenda já havia tentado, anteriormente, barrar o desfile sob alegação de propaganda eleitoral antecipada, mas o pedido foi rejeitado por unanimidade pelo TSE.
O desfile da Acadêmicos de Niterói também incluiu alegorias e alas com referências políticas, entre elas um carro alegórico com um palhaço na prisão e uma ala denominada “Neoconservadores em Conserva”, o que ampliou a repercussão do caso no meio político.