O prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), confirmou que recebeu um telefonema de Carlos Bolsonaro (PL) no último sábado. A ligação ocorreu logo após o ex-vereador visitar o pai, Jair Bolsonaro (PL), em Brasília e, claro, não passou despercebida nos bastidores da política catarinense.
Pré-candidato ao governo do Estado, João tratou de classificar a conversa como tranquila. Disse que o assunto girou em torno da relação pessoal que mantém com o ex-presidente desde os tempos em que ambos dividiam o plenário da Câmara dos Deputados. Nada além disso, segundo ele.

Mas o contexto é tudo. Carlos Bolsonaro transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina, renunciou ao mandato no Rio de Janeiro e se colocou na disputa por uma vaga ao Senado na chapa do governador Jorginho Mello (PL). A movimentação embaralhou o cenário inicial, que reservava espaço para a deputada Caroline de Toni (PL) e para o senador Esperidião Amin (PP), criando um novo jogo de forças.
Jorginho já sinalizou que pretende compor com Carlos e Caroline. Já Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, prefere um arranjo alinhado à estratégia nacional e à federação União Progressista com Esperidião Amim.
O telefonema, portanto, não é apenas um gesto cordial. É o momento em que se definem as peças para o Senado em 2026 e, em política, raramente uma ligação acontece por acaso.