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Lula negocia vice do MDB e tenta esvaziar palanque de Flávio Bolsonaro

Presidente busca ampliar coligação, aumentar tempo de TV e reduzir apoio partidário ao principal riv

Por Redação D
09/02/2026 10:00:34

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou articulações políticas com foco nas eleições de 2026, com o objetivo de fortalecer uma eventual candidatura à reeleição. A principal estratégia envolve a composição da chapa presidencial com um vice do MDB, movimento que visa ampliar alianças, garantir mais tempo de propaganda eleitoral e reduzir o apoio partidário ao seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, o Planalto atua em duas frentes: ampliar o número de partidos aliados ao governo e, paralelamente, afastar siglas de centro e do centrão de uma eventual candidatura adversária. A avaliação interna do PT é de que a maior parte do eleitorado já tem posição definida, tornando decisivo o apoio político e partidário para conquistar o eleitorado ainda indeciso.

 

 

Dentro desse contexto, Lula admite a possibilidade de alterar a atual chapa presidencial para viabilizar a entrada do MDB, mesmo que isso gere impacto direto sobre o vice-presidente Geraldo Alckmin, que manifesta interesse em permanecer na composição.

No MDB, três nomes são apontados como possíveis opções para a vice-presidência: o ministro dos Transportes Renan Filho, o governador do Pará Helder Barbalho e a ministra do Planejamento Simone Tebet. Lideranças do partido avaliam que a oferta da vice seria o principal atrativo para consolidar a adesão formal do MDB à coligação, apesar das resistências internas em alguns diretórios estaduais.

Além do MDB, o presidente também busca neutralizar o posicionamento de partidos como PP e União Brasil. As conversas incluem acordos regionais e a possibilidade de liberação dos diretórios estaduais para apoios distintos na eleição presidencial. Uma dessas tratativas envolveu reunião com o presidente do PP, Ciro Nogueira, que apresentou a hipótese de neutralidade nacional da legenda em troca de apoio à sua reeleição ao Senado no Piauí.

A articulação é considerada estratégica, mas sensível, por envolver rearranjos na base aliada e possíveis impactos na atual composição do governo.

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