Política

Sem volta: Tarcísio abandona sonho presidencial e sela apoio a Flávio Bolsonaro

Governador de São Paulo diz que decisão está “consolidada” e reforça foco na gestão estadual.

Por Redação D
30/01/2026 13:00:34

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reafirmou nesta quinta-feira (29) que não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Em entrevista coletiva concedida após visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão em Brasília, Tarcísio confirmou o apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) como o nome escolhido pelo grupo político para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o governador, a definição sobre a cabeça de chapa já foi pactuada entre as principais lideranças do campo bolsonarista e não está mais em debate. Tarcísio destacou que sua prioridade segue sendo a administração do Estado de São Paulo, com foco na continuidade de projetos de infraestrutura e parcerias público-privadas em andamento.

“O martelo está batido. Flávio Bolsonaro é o nosso candidato. Esse assunto não está em discussão, já está consolidado”, afirmou.

 

 

Questionado sobre seu papel no processo eleitoral de 2026, Tarcísio indicou que pretende repetir a estratégia adotada na eleição anterior, quando concorreu ao governo paulista enquanto atuava como um dos principais articuladores da campanha presidencial de Jair Bolsonaro. Para ele, o surgimento de outros nomes da direita, como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), não representa divisão, mas um movimento de fortalecimento do campo político para um eventual segundo turno.

O governador relatou ainda que o tema foi tratado diretamente com Jair Bolsonaro, que, segundo ele, não demonstrou oposição à existência de candidaturas de outros partidos de direita. “O presidente entende que é uma candidatura que soma com esse projeto. No final, todo mundo estará junto contra o PT”, declarou.

Durante a entrevista, Tarcísio também fez críticas à condução econômica e ao cenário político nacional, associando a necessidade de alternância de poder ao que classificou como crise fiscal e crise moral enfrentadas pelo país. Além disso, comentou o estado de saúde de Jair Bolsonaro, afirmando que o ex-presidente apresenta soluços e tonturas em decorrência da medicação e defendendo que ele possa cumprir o tratamento em ambiente familiar.

 

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