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Influencer preso em Itapema recebe liberdade após prisão por golpe bilionário

José Oswaldo Dell’Agnolo, o Lobo do Batel, havia sido detido em hotel de luxo.

Por Redação D
27/01/2026 10:00:53

A Justiça Federal concedeu liberdade provisória ao influencer José Oswaldo Dell’Agnolo, conhecido como Lobo do Batel, investigado por chefiar um esquema financeiro clandestino de grandes proporções. O destaque do caso é que o suspeito foi preso em dezembro de 2025, em Itapema, no litoral de Santa Catarina, durante operação das forças de segurança.

 

 

A decisão foi proferida na quinta-feira (22) pela juíza Gabriela Hardt, da 23ª Vara Federal de Curitiba (PR), que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, entre elas uso de tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar, restrição de circulação à região metropolitana de Curitiba e recolhimento noturno.

Lobo do Batel foi localizado e preso em um hotel de luxo no bairro Ilhota, em Itapema, após investigações da Polícia Federal apontarem que ele seria o principal articulador de um esquema que prometia altos rendimentos com baixo risco por meio de plataformas digitais de investimento. No momento da prisão, foram apreendidos mais de R$ 5 milhões em dinheiro, além de relógios e celulares.

 

 

Segundo a decisão judicial, a substituição da prisão se deu porque os crimes investigados não envolvem violência ou grave ameaça, além do fato de o suspeito ter sido capturado em território nacional, mesmo possuindo bens no exterior e constando em alerta da Interpol.

Natural de Piraju (SP), José Oswaldo é investigado por causar prejuízos a vítimas em diversas regiões do país. Apenas em seu município de origem, a polícia apura prejuízo de pelo menos R$ 250 mil, com registros de estelionato.

A defesa afirmou que o investigado não tentou fugir e que o pedido de liberdade foi apresentado semanas após a prisão. O Ministério Público Federal se manifestou favorável à substituição da prisão preventiva, destacando que o processo segue em andamento.

A investigação integra uma operação da Polícia Federal que apura a movimentação de mais de R$ 1 bilhão por meio de instituições financeiras clandestinas, sem autorização da CVM ou do Banco Central. O caso continua sob análise da Justiça.

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