A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) apresentou um novo pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando o afastamento do ministro Dias Toffoli da condução do processo relacionado ao caso do Banco Master. A iniciativa ocorre após a divulgação de novas informações nas investigações e depois de o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmar que não havia sido formalmente provocado a se manifestar sobre o impedimento do magistrado.

De acordo com Carol De Toni, o novo requerimento foi protocolado com base em fatos que, segundo ela, reforçam a necessidade de análise do impedimento do ministro no caso. A deputada destaca que, em dezembro de 2025, já havia apresentado uma representação semelhante à PGR, juntamente com os deputados Carlos Jordy (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Na ocasião, o pedido foi arquivado.
No novo documento, os parlamentares sustentam que o pedido não se trata de manifestação de opinião, mas de questionamentos objetivos relacionados à imparcialidade judicial. “O que está em discussão não é opinião. É a preservação da imparcialidade judicial e da credibilidade do sistema de Justiça”, afirmou Carol De Toni em declaração divulgada à imprensa.

O requerimento apresentado à PGR lista seis fundamentos enquadrados no artigo 252 do Código de Processo Penal, que trata das hipóteses de impedimento de magistrados. Entre os pontos citados estão a realização de viagem privada do ministro com advogado ligado a investigados, vínculos societários pretéritos envolvendo familiares do magistrado, além de questionamentos sobre a condução da custódia de provas no processo.
Outro ponto mencionado no pedido diz respeito ao empreendimento Tayayá Resort, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná, que ganhou repercussão recente por sua ligação com familiares do ministro Dias Toffoli. O resort pertence atualmente ao empresário Paulo Humberto Barbosa, que assumiu o controle do empreendimento em fevereiro de 2025 após adquirir a participação que pertencia à Maridt, empresa dos irmãos do ministro.
Carol De Toni afirmou ainda que pretende seguir com medidas formais para aprofundar a apuração do caso. Segundo a deputada, a iniciativa pode incluir a defesa da instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), além de novos pedidos aos órgãos de controle.
Até o momento, a PGR não informou se irá reavaliar o pedido de afastamento com base no novo requerimento apresentado.