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Justiça solta suspeito de matar adolescente em Tijucas e considera “provas frágeis

Homem de 27 anos havia sido preso em flagrante na quinta-feira (15), mas foi liberado.

Por Redação D
17/01/2026 08:00:21

Um homem preso após a morte de uma adolescente foi colocado em liberdade provisória depois que a Justiça entendeu que as provas iniciais não são suficientes para manter sua detenção. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16), durante audiência de custódia, e levou em conta a ausência, até o momento, de elementos seguros que apontem a autoria do crime.

O suspeito, de 27 anos, havia sido detido em flagrante na quinta-feira (15), no bairro Praça, em Tijucas, após a jovem de 15 anos ser encontrada morta em uma kitnet onde ambos estavam. No local, a polícia localizou porções de cocaína e maconha, mas o corpo não apresentava sinais aparentes de violência.

 

 

Em depoimento, o homem afirmou que mantinha um relacionamento com a adolescente há cerca de três semanas. Segundo ele, saiu para ir a uma loja de celulares e, ao retornar, encontrou a jovem trancada no imóvel e em estado crítico. Ele declarou ter tentado socorrê-la e buscado atendimento médico.

Na decisão, o juiz avaliou que, neste momento, a prova disponível é “frágil e insuficiente” para sustentar, com o grau de segurança necessário, a autoria ou a dinâmica do evento morte. Também entendeu que não há, por ora, nexo de causalidade claro entre a conduta do investigado e o óbito da adolescente, o que inviabiliza a manutenção da prisão ou a decretação de preventiva.

Quanto à apreensão de drogas, o magistrado considerou que os elementos colhidos indicam, preliminarmente, que tanto o homem quanto a adolescente eram usuários, sem provas suficientes para imputar tráfico ou associação ao tráfico.

Apesar da soltura, a Justiça apontou inconsistências no relato do suspeito sobre a cronologia dos fatos e possíveis tentativas de ocultar informações em um aparelho celular. Por esse motivo, autorizou a análise de todos os dispositivos eletrônicos apreendidos, incluindo a extração e eventual transcrição de conversas relevantes.

A Polícia Civil ainda aguarda a conclusão dos laudos periciais para definir a causa da morte e dar continuidade às investigações.

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