A Superintendência de Desenvolvimento das Regiões Metropolitanas de Santa Catarina (Sudesc) retomou o Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis (Plamus/2015) e iniciou a atualização dos estudos para implantar, em até cinco anos, um novo sistema de transporte coletivo multimodal e integrado em nove municípios da região.
A proposta, financiada com recursos do Banco Mundial dentro do programa Estrada Boa, prevê mudanças estruturais no modelo atual, com faixas exclusivas para ônibus, integração tarifária, intermodalidade e ampliação da acessibilidade.

O plano está baseado em quatro pilares considerados estratégicos. O primeiro prevê a implantação de faixas exclusivas para ônibus ao longo das cinco linhas troncais já definidas, especialmente nos eixos da BR-101 e da Via Expressa. A medida tem como objetivo aumentar a velocidade média das viagens e reduzir os atrasos no transporte coletivo.
O segundo pilar é a intermodalidade, que permitirá ao usuário combinar diferentes meios de transporte em um mesmo deslocamento, incluindo ônibus elétricos, bicicletas, patinetes e, futuramente, transporte aquaviário, ampliando as opções de mobilidade urbana.
A integração tarifária compõe o terceiro eixo do projeto e prevê a adoção de uma bilhetagem única válida para todos os modais integrados, com valores ajustados conforme o trajeto percorrido. A proposta busca simplificar o sistema de cobrança e reduzir custos para os usuários.

As linhas troncais deverão ser alimentadas por linhas municipais e regionais atualmente operadas pelo Consórcio Fênix. Fora de Florianópolis, os municípios precisarão licitar um novo sistema de transporte coletivo, já que os contratos vigentes são considerados precários e têm validade até 2027.
A proposta prevê a criação de um consórcio intermunicipal para operar o sistema em nove cidades: Águas Mornas, Antônio Carlos, Biguaçu, Florianópolis, Governador Celso Ramos, Palhoça, Santo Amaro da Imperatriz, São José e São Pedro de Alcântara.
Segundo o superintendente da Sudesc, João Luiz Demantova, o Banco Mundial já manifestou ao governo estadual interesse em financiar obras estruturantes, como terminais e corredores exclusivos de ônibus. Os estudos sobre o transporte marítimo ainda estão em fase de conclusão.
O projeto será apresentado às prefeituras por meio de audiências públicas. O modelo de gestão prevê que, após a execução das obras financiadas com recursos públicos, a operação do sistema fique sob responsabilidade da iniciativa privada, o que, segundo o governo estadual, poderá contribuir para a redução das tarifas.